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-> NA PRAIA

Quando eu era criança meu pai me levava a pé a praia todos os domingos, sendo verão ou inverno. Era muito divertido. Morávamos a alguns quarteirões da praia, não muito longe, mas por ser criança eu me cansava rápido, contudo não me importava tanto, pois eu sabia o que me aguardava: uma manhã inteira de diversão e uma bela vista para apreciar. Eu sempre admirei a beleza do mar, apesar de temê-lo. Eu amava fazer castelos na areia e achava muito legal quando ociosa ficava deitada e era enterrada com aquela areia fria. Não me aventurava muito ir para a água, na verdade quando as ondas se aproximavam de mim eu saia correndo, como já disse eu tinha medo. Porém me sentia segura quando meu pai era quem me levava pra tomar banho, me divertia pular contra as ondas. Nos braços dele eu as via por cima e não as via gigante como quando eu estava no chão, porém de longe eu as via enormes, vinham com tanta força, parecia que iam me esmagar só que ao se aproximarem elas estavam mais fracas e quando vinham ao nosso encontro eu já estava com a cabeça enterrada ao peito de meu pai agarrada a ele ao máximo que podia morrendo de medo de ser arrancada dele pela força das ondas, mas ele me segura na mesma intensidade e eu era protegida por ele e ainda com o rosto escondido pra não ver aquela onda que me dava tanto medo só o ouvia dizer: vencemos mais uma! Apesar do coração quase saltar pela boca eu começa a rir, pois era realmente muito divertido e eu tinha certeza que ele não ia me soltar. Fora da água eu perseguia meu pai em uma corrida impossível de ser vencida. O que eu gostava mesmo era de segui-lo, pois eu amava deixar as marcas dos meus pés na areia, só que não tinha força suficiente para deixá-las com precisão, meu pai sabendo disso deixava as deles para eu seguir, ah como eu achava o máximo! Eu desejava ter o pé grande e forte como os dele, mas como não podia me contentava em seguir seus passos. Ciente de que eu estava o seguindo, meu pai percorria uma trilha que sabia que eu era capaz de percorrer também, apesar de que muitas vezes achei que não fosse conseguir, havia uns morrinhos de areia que eu tinha que subir e me irritava quando pisava em poça de água e ela espirrava em meu rosto deixando minha visão embaçada, porque tinha medo de perdê-lo de vista. Mas eu sabia que ele não ia me fazer segui-lo me colocando em risco, a trilha era sempre possível a mim! Uma vez o que eu tanto temia aconteceu, perdi meu pai de vista, na verdade ele se escondeu de mim, mas eu o encontrei. Vou contar como aconteceu. No caminho para casa eu estava seguindo seus passos e me distraí juntando umas conchinhas, meu pai me chamou e disse que eu as deixasse pra lá, pois já tinha pegado umas para mim, eu não o dei ouvido, me encurvei e continuei juntando, meu pai insistiu, voltou e mostrando-as para mim disse: Olha filha como as que eu juntei pra você são lindas, essas que você está juntando estão quebradas, vamos continuar já está na hora de ir embora, vamos! E continuou o caminho, deixando suas pegadas firmes e fortes para serem seguidas como de costume, e que eu amava fazer. Porém eu permaneci distraída juntando conchas quebradas, então quando levantei os olhos já não o vi mais, e chorando olhava para um lado e outro para ver se o via, e então resolvi continuar seguindo suas pegadas e o achei detrás de uma árvore. Ele se abaixou e me mostrou as lindas conchas que tinha guardado para mim, eu rapidamente larguei as que tinha em mãos, cansada me joguei em seus braços e feliz por ter o encontrado não o larguei mais. E ele me levou no colo em segurança pra casa. 


Amado(a), se eu puder lhe pedir algo, gostaria que você lesse de novo o texto, agora não mais como uma simples história que contei da minha infância. Mas leia trocando os personagens; a garota agora é você e o pai é Deus! Deixe Ele falar com você através desse texto. Deus te abençoe!!!

MORAL DA HISTÓRIA:
Somos como essa criança que por muitas vezes não nos importamos com o percurso de nosso caminho, pois temos a certeza de que Deus tem o melhor. Contudo no mar da vida as ondas parecem esmagadoras, tememos o naufrágio e agarrados a Deus, achamos ser possível Ele nos soltar. Pois muitas vezes colocamos as ondas (que representam nossos problemas) acima de Deus. Mas Ele é fiel e te sustenta. [João 10:29] [Salmos 145:14] [ Lucas 12:24]. Quando tudo parece bem maior que você e o medo toma conta de ti, em seus braços Deus te protege e te fala: Venci mais uma batalha por você, estou contigo! Queridos o que alegra o coração de Deus é olhar pra traz e perceber que está sendo seguido. Como crianças vamos correr nas pegadas de Deus! Vamos imitá-lo! Tenha certeza de o caminho a ser percorrido é possível a você! Nada além das suas forças. [1Coríntios 10:13] [Mateus 11:30] Deus tem reservado coisas gloriosas aos seus filhos, não deixemos que as belezas superficiais desse mundo nos impeçam de alcançá-las. Se por ventura você se encurvar diante delas, levante-se ao som da voz de Deus! Dê-lhe ouvido, pois a melhor escolha, por mais que pareça loucura aos homens, é a vontade de Deus, é segui-lo. E tenha certeza que como um amado pai Ele te carregará no colo quando suas forças findarem. [Jeremias 33:3] [Isaías 62:11]

Obrigada pela visita,
Verônica Rodrigues

Um comentário:

Raquel disse...

É incrível como sempre temos alguma história dessas da infância que nos remetem ao cuidado de nosso Pai...Isso é só providência de Deus para entendermos um pouquinho do amor dEle!
Deus é mesmo lindo...
Vevé...Obrigada por se deixar ser usada por Deus com suas histórias, mensagens, pensamentos, etc.
Deus te abençoe...